A produção de cinema universitário é um filão do cinema que vem crescendo, cada vez mais, no Paraná. Especialmente em Curitiba, com a formação das primeiras turmas de Cinema pela FAP/CINETVPR, os estudantes da sétima arte ganham foco e força, com produções independentes, colaborativas, e com a participação em festivais. O Cine Pinhão dessa semana volta a tratar desse tema, que tem revelado tantos talentos paranaenses no mercado de trabalho e no cenário do cinema nacional. O convidado que ajuda a compreender este tema é o cineasta e formando Alexandre Garcia, que, com seu filme Pastoreio, ganhou o prêmio de Destaque em Pesquisa de Linguagem do 14º Festival Brasileiro de Cinema Universitário, em 2009.
O Cine Pinhão vai ao ar todos os sábados, às 23h30, com reprise às quintas-feiras, às 23h00. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
O cinema, por si só, já é uma mistura de artes. Imagens, atuação, música, literatura… são muitas as plataformas musicais presentes na sétima arte. Foi justamente partindo dessa mistura que o cineasta Adriano Esturilho resolveu levar essa convergência ainda mais além. Ator, formado pela UFPR, integrou a primeira turma de Cinema da FAP e viu, nas outras artes, a possibilidade de fazer montagens em múltiplas plataformas: uma poesia que vira curta-metragem, uma rádionovela com jeito de cinema, uma história em quadrinhos que retrata contos e outras experiências. Estas e outras tantas outras, são maneiras de estabelecer o diálogo entre plataformas, que levam o espectador a se envolver, não somente de uma, mas de diversas maneiras com a arte são o tema do Cine Pinhão dessa semana.
O Cine Pinhão vai ao ar todos os sábados, às 23h30, com reprise às quintas-feiras, às 23h00. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
Ser universitário, quando se fala de Cinema, não significa ser menos talentoso. Ao menos no Paraná, a sétima arte tem destacado os acadêmicos dos curso de Cinema da FAP/CINETVPR que, mesmo antes de sair da faculdade, ganham destaque e conquistam seu espaço no mercado de trabalho que estão prestes a entrar. Um exemplo desse sucesso é o cineasta e estudante Wellington Sari. Sócio da produtora Pé em Quadro filmes, ele atua como crítico, diretor e produtor de curta-metragens. Em seu portfólio o destaque fica para a direção do premiado Lavanderia Shermer (exibido no Cine Pinhão em 24/04) e o videoclipe Eu Amo Vc, da banda Charme Chulo. Dessa vez, Wellington volta ao Cine Pinhão para apresentar seu trabalho mais recente, o Romance Edmottês, a história de um rapaz que deve escolher entre as duas moças que ama.
O Cine Pinhão vai ao ar todos os sábados, às 23h30, com reprise às quintas-feiras, às 23h00. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
No longa-metragem Circular, produção premiada pelo edital de incentivo do Ministério da Cultura, cinco personagens se encontram em um ônibus. Cada um deles tem um repertório próprio, uma personalidade própria. Reunidos em um momento, cada um deles terá a história das 24 horas anteriores àquela viagem narradas por cinco diretores diferentes. O filme acaba representando bem o momento do cinema curitibano, na visão de um destes diretores, Diego Florentino. Para ele, a união das diversas perspectivas, as muitas visões dos artistas que estão fazendo a produção da cidade ser notada fora de nossos limites, é uma característica bastante atual de nosso cinema. Diego, que sempre esteve em meio artístico, acredita que a união entre cineastas, especialmente os formados no curso de cinema da FAP, só tende a aumentar a repercussão das, já reconhecidas, iniciativas curitibanas na sétima arte.
Este e outros assuntos dão o tom da conversa do Cine Pinhão desta semana, que vai ao ar no sábado, às 23h30. A reprise vai ao ar na quinta-feira, dia 05/11, às 23h00. A apresentação fica por conta da jornalista Cláudia Almeida.
Na década de 1960, a empresa de equipamentos fotográficos Kodak lançou o filme fotográfico Super-8, um aperfeiçoamento do padrão anterior de filmes 8 milímetros. A proposta era disponibilizar uma bitola, um equipamento de proteção contra a luz, permitindo a portabilidade e transporte do conteúdo filmado de maneira mais simples. O formato acabou popularizando a filmagem e permitindo que amadores também registrassem imagens em vídeo. Mais de 30 anos depois, em Curitiba, o, ainda adolescente, Leandro Bossy descobriu seu interesse pelo cinema e pelo filme em Super-8, que já havia sido superado por padrões de filmagem mais modernos. Começando com experiências isoladas e despretensiosas, Leandro acabou por se especializar nesse formato de cinema e, em 2005, idealizou um festival para os realizadores de cinema nessa plataforma, o Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8. O festival foi pioneiro e fez sucesso e, entre os dias 23 e 25 de outubro, promove sua quinta edição em Curitiba. Em um bate-papo com a jornalista Cláudia Almeida, Leandro conta um pouco mais sobre sua especialização e sobre a mostra criada por ele.
O Cine Pinhão vai ao ar nesse sábado, dia 24/10, às 23h30, com reprise na quinta-feira, dia 29/10, às 23h00.
O cinema não é uma arte barata. Existem os custos de produção, como aluguel de locações, figurinos e objetos, os custos com equipamentos, como as câmeras e a iluminação, os custos de pessoal e, principalmente, de distribuição do produto final. São tantos gastos que qualquer produção, por menor que seja, acabam ficando com o custo final e, mesmo, desencorajando potenciais realizadores. As grandes produções se apóiam em patrocínio externo. As médias dependem de editais de incentivo à cultura. Resta a pergunta: como fazer cinema quando não existe investimento? Quem responde a essa e a outras perguntas é o cineasta Sérgio Ortêncio. Sérgio produziu mais de vinte curtas-metragens com recursos próprios e conta como o cinema independente sobrevive nos dias de hoje.
O Cine Pinhão vai ao ar na próxima quinta-feira, dia 22/10, às 23h00. A apresentação fica por conta da jornalista Cláudia Almeida.
Na semana do 4º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino, o Cine Pinhão dedica o programa a um balanço do momento pelo qual o a sétima arte passa, no estado. Quem fala sobre esse assunto são os cineastas Gil Baroni e Fábio Allon. Os dois acompanharam o crescimento do cinema no Paraná e puderam sentir os efeitos deste desenvolvimento. Baroni é advogado, especialista em questões jurídicas ligadas a cultura, e ministra cursos sobre obtenção de patrocínio e políticas culturais. Allon é arquiteto (ou “ex-arquiteto”, como diz) e se especializou na influência da estética do cinema na arquitetura. Ambos sempre tiveram aptidão para a sétima arte, mas, no momento de optar por uma carreira, não contavam com uma escola de cinema no Paraná. Hoje, com anos de carreira e diversas realizações, eles brindam o momento de maior efervescência da arte no estado, contando parte dessa história e comentando suas participações no festival.
O Cine Pinhão vai ao ar na próxima quinta-feira, dia 15/10, às 23h00. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
O grande currículo de Maurício Grabowski já demonstra, logo de cara, que sua experiência vem de outras épocas. Iniciando seu trabalho na década de 1980, o paranaense de Imbituva, nos campos gerais, passou por outros meios, como o rádio e a televisão, antes de se interessar pelo cinema documental. A descoberta – e consequente paixão – só apareceu quando começou a lecionar a disciplina em universidades. Desde então, utiliza a experiência em outros meios e épocas para inovar suas realizações. Uma das obras em que se pode conferir a experiência de Grabowski é o documentário Ufano, um curta-metragem que demonstra o orgulho e gratificação no trabalho carrinheiros, profissão muitas vezes retratada como alvo de preconceitos e problemas sociais. A inspiração inovadora do cineasta vai além do tema e atinge a estética, inspirada na obra de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, a medida que ousa na utilização de cores e sobreposições.
O Cine Pinhão vai ao ar na próxima quinta-feira, dia 08/10, às 23h00. A apresentação fica por conta da jornalista Cláudia Almeida.
Como retratar um mito, uma lenda urbana, com a precisão e a credibilidade de um documentário? Esse foi o desafio da primeira realização da curitibana Carolina Ângelo. Ainda na faculdade de Rádio e TV, Carolina descobriu a aptidão para o cinema documental e no seu Trabalho de Conclusão de Curso, resolveu produzir um filme contando a história de Maria Bueno. Maria foi uma moça paranaense assassinada no final do século XIX, que virou lenda e ganhou status de santa popular, após ter milagres atribuídos a sua história. O culto à imagem de Maria Bueno continua atraindo centenas de fiéis a seu túmulo, para fazer promessas e agradecer graças atingidas, mas os detalhes de sua trajetória acabaram se perdendo ou, muitas vezes, sendo alterado por fiéis, que a recontam através das gerações.
Este e outros desafios são o tema do Cine Pinhão dessa semana, que vai ao ar na próxima quinta-feira, dia 1º de outubro, às 23h. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
Documentarista com jeito de artista – assim é a cineasta mineira Josina Melo. Radicada no Paraná, Josina sempre teve atração pela imagem, buscando diversos meios para se aproximar das artes visuais. Inicialmente, tentou expressar-se através da poesia. Seu talento aflorou, no entanto, quando ganhou, ainda na adolescência, uma câmera fotográfica de seu pai. Foi desse modo que ela começou a desenvolver diversos trabalhos e exposições, criando afinidade, também, com o cinema: tornou-se uma documentarista de arte. E é justamente esse o tema do curta-metragem “Sobre o Fazer”, exibido no Cine Pinhão desse sábado: as artes e o artesanato.
O Cine Pinhão vai ao ar todos os sábados, às 23h30, com reprise às quintas-feiras, às 23h00. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
Se dependesse da influência paterna, César Felipe Pereira teria se tornado fotógrafo. Quando criança, ele conviveu de perto com filmes, fotos, câmeras e lentes, aprendendo o ofício e a arte de desenhar com a luz. Sua verdadeira paixão, no entanto, era pela imagem em movimento e foi assim que acabou se aproximando da dramaturgia. Com especialidade em Direção de Fotografia, Pereira, que atualmente integra o curso de Cinema da Faculdade de Artes do Paraná, já auxiliou na realização de diversos projetos cinematográficos e traz ao Cine Pinhão dessa semana, um trabalho de sua autoria. “Ruído” é a história da falha de comunicação entre duas irmãs, uma trama claramente inspirada, segundo o próprio Pereira, na solidão e na introspecção do curitibano.
Não perca o bate-papo descontraído, que vai ao ar nesse sábado, às 23h30, e na próxima quinta-feira, às 23h00. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
Na literatura do icônico escritor norte-americano Charles Bukowski, Los Angeles vira uma personagem. O livro Fabulário Geral do Delírio Cotidiano, a retrata sem qualquer clichê, da maneira debochada e provocativa, que marcou o conjunto de sua obra e de sua escola de escritores, a chamada Geração Beat. E é justamente na literatura que a cineasta Juliana Sanson se apoiou para produzir o filme Fabulário Geral do Delírio Curitibano. Inspirada por Bukowski, Juliana, que é formada em Letras, revela a cidade de Curitiba despojada dos rótulos que a cercam, em um passeio de 16 minutos pela rua XV de Novembro. A produção do filme, a relação do cinema e da literatura e a desconstrução do espaço urbano são o tema do Cine Pinhão dessa semana e o curta-metragem citado.
O Cine Pinhão vai ao ar todos os sábados, às 23h30, com reprise às quintas-feiras, às 23h00. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
Em 2003, dois cineastas inscreveram um projeto no edital para incentivos, da Fundação Cultural de Curitiba. A intenção de Marcelo Munhoz e Luciano Coelho era fornecer oficinas gratuitas na área de cinema, que estavam em falta, na cidade, até então. Hoje, mais de cinco anos depois de ser aprovado no edital, o projeto Olho Vivo já reúne diversos módulos de ensino e várias realizações, na área do cinema – uma destas, o projeto Ficção Viva, que consiste na produção de filmes de ficção pouco romanceados, que se aproximam da realidade das pessoas comuns. No Cine Pinhão dessa Semana, Marcelo Munhoz explica um pouco mais sobre o Olho Vivo e seus trabalhos, além de exibir os curtas Blackout, Contratempo e Sala dos Professores, que são o resultado parcial do projeto Ficção Viva.
O Cine Pinhão vai ao ar na próxima quinta-feira, dia 20/08, às 23h30. A apresentação fica por conta da jornalista Cláudia Almeida
O Cine Pinhão dessa semana recebe o cineasta paranaense Ulisses Iarochinski. Nascido em Telêmaco Borba, no interior do estado, Ulisses acaba de voltar de uma viagem de oito anos pela terra-natal de seu avô, a Polônia. E foi justamente na Polônia que as histórias sobre o Holocausto chamaram a atenção do cineasta. O resultado do interesse é o polêmico “Auschwitz-Birkenau”, documentário que aborda a história de dois dos principais campos de concentração da época da Segunda Guerra Mundial. O tratamento dado ao tema, o processo de realização e a história do Holocausto são os assuntos debatidos no programa, que ainda conta com a exibição, na íntegra, do curta “Auschwitz-Birkenau”.
O Cine Pinhão vai ao ar neste sábado, dia 20/06, com reprise na próxima quinta-feira, dia 21/06. A apresentação é da jornalista Cláudia Almeida.
Fé e preconceito estão em pauta no Cine Pinhão desta semana, que exibe o filme “Sagatiba, Eterna Busca”, da cineasta Luana Krasa. Luana é uma publicitária umbandista, que uniu a religião ao ofício na hora de produzir seu trabalho de conclusão de curso, um documentário que relata as experiências de oito jovens, também umbandistas, em Curitiba. O processo de produção, o envolvimento da jovem cineasta com o com o tema e o preconceito sofrido por quem pratica a religião são os assuntos debatidos no programa.
O Cine Pinhão vai ao ar neste sábado, dia 13/06, às 23h30, com reexibição na quinta-feira, dia 18/06, às 23h00. Apresentação de Cláudia Almeida.
Nos anos 80, um grupo de cineastas brasileiros promoveu o retorno do gênero documental aos curtas-metragens da época. Essa transformação acabou influenciando toda uma geração de realizadores, no país. Um dos precursores desse movimento foi o aclamado diretor paranaense Fernando Severo, que é o convidado do Cine Pinhão desta semana. Além do documentarismo, o programa ainda aborda a importância de prêmios e festivais de cinema para o reconhecimento de uma obra e a participação de artistas paranaenses nas realizações de Severo. O filme dessa semana é o “Hóspede Secreto”, curta adaptado do conto do escritor paranaense Miguel Sanches Neto.
O Cine Pinhão vai ao ar neste sábado, dia 06/06, às 23h30, com reexibição na quinta-feira, dia 11/06, às 23h00. Apresentação de Cláudia Almeida.
Você sabe como os realizadores conseguem recursos para fazer cinema? A captação de verbas municipais para as produções é o tema do Cine Pinhão desta semana. No estúdio, a jornalista Sandra Nodari, representante da Fundação Cultural de Curitiba na Comissão do Mecenato subsidiário, fala sobre o assunto e apresenta o filme “Baseado em Fatos Reais”, documentário realizado por seus alunos.
O Cine Pinhão vai ao ar neste sábado, dia 30/05, às 23h30. A reprise é na próxima quinta-feira, dia 04/06, às 23h00. Apresentação de Cláudia Almeida.